segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Palavras proibidas...

Termos que não entram no nosso vocabulário oral, não por serem feios ou complexos de proferir mas apenas porque queremos acreditar que se não os enunciarmos, não terão existência na nossa vida! Mentira! Todos sabemos que a verdade dói, que as palavras ferem mais do que espinhos e que encarar a realidade revela-se muitas vezes como uma forma de admitirmos as nossas fragilidades. A palavra proibida está sempre lá, persegue o nosso espírito a todas as horas e deixa-nos inquietos! Verbalizá-la é como que transpô-la do inconsciente ao consciente, da razão à acção!
Hoje sinto-me na fossa! Magoada comigo mesma, com a forma passiva com que encarei determinados problemas! A ferida abriu ao pronunciar a palavra proibida que há muito me vinha a consumir! E a dor foi ainda maior quando tive a confirmação de que ela existe na minha vida… No entanto, assumi-la em alta voz fez-me mais forte para a difícil mudança que aí virá!

Entro na sala e encaro com dezenas de caras desconhecidas! Estão todos a olhar para mim, como que a tirar-me um raio-X com o olhar, mas uma dessas caras pede que me sente! Aceno afirmativamente com a cabeça e sento-me ao seu lado! Com os olhos postos no chão, vou contanto os pés incógnitos que formam um círculo na sala. Sinto uma mão afagar a minha, ergo o olhar e digo: “Olá a todos! Chamo-me ‘Apologize’ e sou obesa”…

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