quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Rejeição!

Hoje, enquanto preparava um excelente repasto para o almoço, liguei a TV e deparei-me com um curioso debate num daqueles programas da manhã sempre rotineiros e fastidiosos! "Como lidar com a rejeição"! Decidi prestar um pouco mais de atenção ao que o psiquiatra dizia e ouvi-o citar Fernando Pessoa! Aqui está um pouco do texto que me fez reflectir...
"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.(...) As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações (...) Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está a acontecer no nosso coração... E o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. (...) Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.Encerrando ciclos. (...) E lembra-te: tudo o que chega, chega sempre por alguma razão! "
Gostava apenas de mencionar para remate, a frase com que o psicólogo terminou: " O que não nos mata, torna-nos mais fortes!"...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Momentos II…

O coração latejava de tal forma, que parecia querer saltar do meu peito! Ocorria-me ter sido a primeira a chegar e ter de ficar ali, completamente só, à tua espera! Uma espera de minutos convertidos ali em longas horas… Como tinha medo que não viesses! Mas tu vieste, exactamente no mesmo instante que eu, e ao ver-te soube-o! Uma tarde seria escassa para tanto que havia a dizer… E de forma oposta ao compasso de espera, agora que te via afastar, sentia que aqueles longos momentos na tua companhia passaram num ápice!
Porque é que não temos poderes para alongar interminavelmente os bons momentos e abreviar os menos bons?!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar!


Esta é uma história de Luís Sepúlveda, doce, simples mas cheia de significado. Aparentemente um conto para crianças mas que ao lermos, percebemos o quão difícil será para ela apreender a lição de vida que contém.
No fundo, retrata a união de dois seres completamente distintos, um gato e uma gaivota, que por força do destino se juntam e acabam por construir uma amizade muito pura. No entanto, por muito forte que fosse a amizade, cada um possuía uma natureza divergente que os conduzia a caminhos diferentes! E um dia, a gaivota Ditosa voou, deixando o gato Zorbas lavado em lágrimas mas feliz por ter cumprido a sua promessa: ensiná-la a voar!

Assim acontece connosco… Quantas vezes embora não saibamos voar (ou queiramos ficar sempre em terra firme!), encontramos sapiência e persuasão suficientes para ensinar os outros a fazê-lo. Incentivamo-los, mostramos-lhes as grandes asas que têm e depois deixamo-los partir! Esta será provavelmente uma das maiores provas de amizade e amor…

Destino? Eis a questão...


O destino afasta-nos! Destino? Quantas vezes afirmo acreditar neste conceito; outras, admito que somos nós próprios que “confeccionamos” aquilo que apelidamos por destino!
Os factos? Estamos a cada dia que passa mais longe um do outro. Culpar a vida por isso? Creio que não… Culpo-te a ti, por não continuares a alicerçar o sentimento que foi crescendo, tornando-se vigoroso, forte e sadio nestes últimos 4 anos… Culpo-me a mim pelo maldito orgulho! Por seres a única pessoa a quem nunca fui capaz de dizer “Sinto saudades tuas”, “Preciso de estar contigo”, “Fazes-me falta”…
O resultado? Tu continuas aí e eu aqui, tão perto e tão longe… Permaneces silencioso e apático e eu já não encontro forças para quebrar esse gelo que te caracteriza, tentando amolecer-te a alma. Um dia, quando o orgulho e o medo cessarem, só restará o arrependimento! Arrepender-me-ei por nunca ter sabido expressar o quanto foste importante para mim e o quanto sofri com a tua ausência! Por nunca te ter confessado “Gosto de ti”! Por nunca ter lutado para que os nossos corações pudessem eventualmente cruzar-se…
E agora, deixo o destino prosseguir?

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Pensamentos…

“Parabéns avó, que lindas 74 primaveras!”… Enquanto ouvia as lamentações que todo o idoso profere no seu dia de aniversário, já o meu pensamento estava bem longe… Tentava perceber o sentido da vida, o sentido da morte, enfim, o caminho que todos nós por cá trilhamos mas que tem um fim completamente definido e conhecido! Assusta-me particularmente pensar na minha morte e na das pessoas que mais amo! Talvez por ser uma realidade totalmente desconhecida ao ser humano!
Dei por mim a reflectir na questão da vida eterna (vida física, palpável), como se todos pudéssemos ficar tal e qual como estamos neste momento. Cheguei a algumas conclusões que gostava de partilhar com vocês:

1º: Todo o ser humano ficaria a perder pois a grande maioria não chegaria a conhecer integralmente todos os estágios da vida e os que ficassem eternamente “idosos” também estariam infinitamente numa etapa mais “complicada” da vida; Caso todos pudéssemos atingir uma idade e a partir daí não envelhecermos mais, então teríamos pais, avós, primos, filhos, netos, todos com a mesma idade, com os mesmos costumes e preferências, enfim, uma balbúrdia geracional que iria desregular completamente o crescimento demográfico e a vida como um todo!

2º: Até que ponto o ser humano conseguiria ser feliz ao viver infinitamente? As famílias… Teriam milhões de anos para se chatearem e caminharem em sentidos opostos. O mesmo aconteceria com os casais… Como fazer uma união homem-mulher durar séculos?

3º: Como valorizar a vida se ela nunca acabaria? Como enaltecer as pequenas coisas se teríamos todo o tempo do mundo para as experienciar? Provavelmente começaríamos a considerá-las completamente monótonas e corriqueiras…

Muito mais poderia ser dito… Penso que a reflexão continua em cada um de nós ao ler estes singelos pensamentos! A vida tem de facto um valor incomensurável porque sabemos como é efémera… Assim, vivamos o presente com todas as nossas forças, para que não sejamos meros espectadores neste mundo! Vamos ser felizes HOJE!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Momentos...

Foi com um sorriso tímido que me apercebi do teu olhar insistente e penetrante… Era um dia normal, como tantos outros que se iam desenrolando melancolicamente na minha vida. Mas este estaria destinado a ser diferente! Percebi-o assim que te revelaste, criando um turbilhão de sentimentos até aqui totalmente incógnitos no meu ser… Como poderia ficar indiferente a esse rosto melodioso e inquietante e ao sorriso sincero e puro?
Consegui numa segunda interpelação ao teu olhar, esboçar um sorriso já não tão contido… Afinal era bom sentir a tua presença e dar-te a minha! Afinal, era como se estivéssemos ali completamente sós, alheios ao burburinho das outras mesas ou à música ambiente! A nossa música era outra… Uma melodia interior que nos trespassava e implorava para que aqueles instantes durassem horas!
Foi bom, muito bom poder partilhar o meu olhar com o teu, poder com gestos revelar-me e sentir-te revelar… Poder-me deliciar com o amargo café servido, enquanto tu o tornavas mais doce e suave!
Hoje sei que estás longe do olhar mas perto do coração…