“Parabéns avó, que lindas 74 primaveras!”… Enquanto ouvia as lamentações que todo o idoso profere no seu dia de aniversário, já o meu pensamento estava bem longe… Tentava perceber o sentido da vida, o sentido da morte, enfim, o caminho que todos nós por cá trilhamos mas que tem um fim completamente definido e conhecido! Assusta-me particularmente pensar na minha morte e na das pessoas que mais amo! Talvez por ser uma realidade totalmente desconhecida ao ser humano!
Dei por mim a reflectir na questão da vida eterna (vida física, palpável), como se todos pudéssemos ficar tal e qual como estamos neste momento. Cheguei a algumas conclusões que gostava de partilhar com vocês:
Dei por mim a reflectir na questão da vida eterna (vida física, palpável), como se todos pudéssemos ficar tal e qual como estamos neste momento. Cheguei a algumas conclusões que gostava de partilhar com vocês:
1º: Todo o ser humano ficaria a perder pois a grande maioria não chegaria a conhecer integralmente todos os estágios da vida e os que ficassem eternamente “idosos” também estariam infinitamente numa etapa mais “complicada” da vida; Caso todos pudéssemos atingir uma idade e a partir daí não envelhecermos mais, então teríamos pais, avós, primos, filhos, netos, todos com a mesma idade, com os mesmos costumes e preferências, enfim, uma balbúrdia geracional que iria desregular completamente o crescimento demográfico e a vida como um todo!
2º: Até que ponto o ser humano conseguiria ser feliz ao viver infinitamente? As famílias… Teriam milhões de anos para se chatearem e caminharem em sentidos opostos. O mesmo aconteceria com os casais… Como fazer uma união homem-mulher durar séculos?
3º: Como valorizar a vida se ela nunca acabaria? Como enaltecer as pequenas coisas se teríamos todo o tempo do mundo para as experienciar? Provavelmente começaríamos a considerá-las completamente monótonas e corriqueiras…
Muito mais poderia ser dito… Penso que a reflexão continua em cada um de nós ao ler estes singelos pensamentos! A vida tem de facto um valor incomensurável porque sabemos como é efémera… Assim, vivamos o presente com todas as nossas forças, para que não sejamos meros espectadores neste mundo! Vamos ser felizes HOJE!
1 comentário:
Exactamente! Ser feliz HOJE! Contudo, é mais fácil do que fazer, até porque a nossa vida é a vida de todos, apesar da nossa solidão ser a morte dos outros.
A morte choca-nos porque é ininteligível. É sufocante porque não faz sentido como parte da vida, embora seja um êxtase de uma vida que se transforma.
Existe uma panóplia de resultados finais e de contextos de morte e todos são, com maior ou menor dificuldade, difíceis de explicar.
Para mim a solução é óbvia: tentar viver sem arrependimentos, dedicando a quem nos achamos que merece todo o Amor e carinho possíveis, lutando para que muitos sentimentos durem para sempre.
Não evitaremos a morte, da ausência, da organicidade do ser, mas estaremos mais preparados para morrer em paz e para Amar os mortos em paz.
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